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terça-feira, 19 de outubro de 2010

COMO ESCOLHER UM DENTISTA

Encontrar o dentista adequado para você e sua família pode ser como encontra vaga de estacionamento em um shopping center lotado. Com milhares de cirurgiões-dentistas atuantes em todo o país - com suas especialidades próprias, locais específicos e as horas de atendimento - como restringir a pesquisa até encontrar um dentista que é certo para você?


Quando você tem sintomas como uma grave dor de dente, dor constante no maxilar ou sangramento nas gengivas,é fácil identificar que você precisa consultar um dentista especialista. Na maioria dos casos é indicado primeiramente consultar um dentista clínico geral para um exame bucal mais amplo.


Se o clínico geral detectar a necessidade de tratamentos que estão fora da esfera da sua capacidade, ele irá encaminhá-lo ao especialista adequado. Muitos dentistas clínicos gerais executam alguns dos mesmos tratamentos dentários feitos por especialistas, tais como extrações de dentes, canais, próteses, etc.


Além da Clínica Geral, o CFO (Conselho Federal de Odontologia) reconhece 19 especialidades em Odontologia, são elas:


  • Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais

  • Odontogeriatria

  • Dentística

  • Odontopediatria

  • Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial

  • Ortodontia

  • Endodontia

  • Ortopedia Funcional dos Maxilares

  • Estomatologia

  • Patologia Bucal

  • Imaginologia Dento-Maxilo-Facial

  • Periodontia

  • Implantodontia

  • Prótese Buco-Maxilo-Facial

  • Odontologia Legal

  • Prótese Dentária

  • Odontologia do Trabalho

  • Saúde Coletiva

  • Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais

10 dicas para escolher um dentista:


1- Na primeira visita ao dentista, observe com atenção as instalações físicas do local, desde a recepção ao interior do consultório. Fique atento aos aspectos relacionados à limpeza do ambiente, à esterilização do material e ao uso de gorro, luvas, máscara e agulhas descartáveis. Esses procedimnetos evitam a transmissão de doenças.


2- Durante a primeira consulta, peça todas as explicações sobre o tratamento que vai ser realizado em sua boca. O profissional deve demonstrar a competência necessária para os procedimentos e transmitir segurança ao paciente.


3- O profissional deve se preocupar em ensinar como cuidar dos dentes para prevenir problemas futuros, demonstrando cuidado com a saúde bucal de seus pacientes.


4- Repare na maneira como o dentista trata os seus pacientes, funcionários e, também, na atenção que dispensa às suas dúvidas. Se ele trata a todos com gentileza, é sinal que fará o mesmo com você.


5- O tempo de formado do profissional não é de vital importância, mas também conta pontos.


6- Não procure um dentista priorizando apenas o lado financeiro. Quando o preço for muito alto, peça descontos e, se for muito baixo, desconfie.


7- Para que sua escolha seja definitiva e segura, consulte diferentes profissionais a fim de obter vários orçamentos. Peça indicação a familiares e amigos.


8- Cuidado com propagandas enganosas. Leve em consideração o currículo do profissional e os resultados do seu trabalho. Um bom dentista deve estar bem atualizado e freqüentar congressos para se especializar cada vez mais.


9- Observe a quantidade de tempo que o profissional reserva para cada paciente. No intervalo entre as consultas é necessário que seja feita a correta limpeza do consultório.


10- Faça uma análise logo na primeira consulta se houve a preocupação do profissional quanto ao seu problema, ou simplesmente, se o profissional se restringiu a fazer o orçamento.

15 MOTIVOS PARA CONSULTAR UM DENTISTA.

  1. MANTER A SAÚDE DO CORPO: uma boca bem cuidada reflete na saúde de todo o corpo. Uma má mastigação ou mesmo uma mordida errada podem ocasionar desde dores de cabeça até problemas cardíacos. Visite um dentista e seja saudável!

  2. RECONQUISTAR A AUTO-ESTIMA: manter um sorriso saudável e harmonioso é uma boa maneira de elevar a auto-estima. Lembre-se: o seu sorriso é seu cartão de visita. Para ficar bem com você mesmo, procure um dentista!

  3. PREVENÇÃO: prevenir cáries, placa bacteriana, doenças periodontais e mau hálito evita problemas mais sérios no futuro e gastos altos em longos tratamentos. Faça um check-up periódico, seja prevenido, consulte um dentista!

  4. MANTER OS DENTES LIMPOS: uma higienização bem feita depende da escovação dos dentes e da língua, do uso de fio dental, de anti-sépticos bucais e de escova lingual, diminuindo a formação da placa bacteriana, de cáries e tártaro. Incentive a saúde bucal das crianças também. Busque a orientação de um dentista e aprenda a manter os dentes limpos corretamente!

  5. SUBSTITUIR RESTAURAÇÕES: suas restaurações antigas feitas em amálgama, aquele material na cor prata, podem ser substituídas por resinas mais atuais que são imperceptíveis e duradouras. Renove seu sorriso, visite um dentista!

  6. COLOCAÇÃO DE PRÓTESES OU IMPLANTES: A falta de algum dente causa vários incômodos, os implantes e as próteses possibilitam a substituição de um ou mais dentes perdidos. Sorria com tranquilidade, procure um dentista!

  7. ENDIREITAR OS DENTES: dentes tortos, além de serem esteticamente feios, diminuem o rendimento mastigatório, podem causar dores de cabeça e ouvido, prejudicam a fala, entre outros problemas. Marque sua consulta com um dentista e conquiste um sorriso perfeito!

  8. PERDER O MEDO: dentista não é mais sinônimo de dor. Hoje, o tratamento dentário é muito mais eficaz, rápido e indolor com a tecnologia disponível nos consultórios. Se você precisa de algum tratamento, perca o medo e agende sua consulta com um dentista!

  9. EVITAR PROBLEMAS CARDÍACOS: quase ninguém sabe, mas as bactérias do tártaro dental podem atacar o coração. A endocardite bacteriana, um tipo de problema cardiológico decorrente de processos infecciosos, pode ter origem na cavidade oral e causar a proliferação de bactérias nocivas ao organismo. Previna-se de problemas sérios como esse, visite seu dentista regularmente!

  10. NÃO TER DOR DE DENTE: a melhor solução para a dor de dente é a prevenção. Visitas periódicas ao dentista, mesmo sem a existência de qualquer sintoma, podem detectar o problema desde cedo, garantindo o sucesso do tratamento. Para evitar o surgimento de uma dor de dente repentina, consulte seu dentista duas vezes ao ano!

  11. COMBATER O MAU HÁLITO: 90% das causas do mau hálito estão na boca. Escovar os dentes e a língua é essencial para manter um bom hálito. Visitar o dentista duas vezes ao ano também pode evitar uma situação desagradável.

  12. DEIXAR OS DENTES BRANCOS: já existem muitas técnicas para clarear as diversas manchas nos dentes. O seu dentista irá realizar o tratamento indicado para o seu caso. São técnicas que vão desde raspagens e polimento até o uso de laser. Ilumine seu sorriso, procure um dentista!

  13. LIMPAR A FUNDO: mesmo realizando a higiene bucal diariamente, existem lugares que a escova não alcança, acumulando placa na gengiva e entre os dentes. Consulte seu dentista para realizar uma limpeza mais profunda!

  14. PREVENIR O CÂNCER BUCAL: exames periódicos ajudam a identificar pequenas lesões que, se não tratadas, poderão evoluir para alguma forma de câncer. Previna-se, marque uma consulta com um dentista!

  15. TRATAR CÁRIES: tratar cáries assim que elas surgem evita procedimentos mais dolorosos como tratamentos de canal e das gengivas. Visite o dentista regularmente e tenha um sorriso saudável!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como escovar os dentes


Qual a maneira certa de escovar?

Uma escovação adequada deve durar, no mínimo, dois minutos, isto é, 120 segundos! A maioria dos adultos não chega nem próximo a este tempo. Para se ter uma idéia do tempo necessário para uma boa escovação, use um relógio na próxima vez que escovar os dentes. Escove-os com movimentos suaves e curtos, com especial atenção para a margem gengival, para os dentes posteriores, difíceis de alcançar, e para as áreas situadas ao redor de restaurações e coroas.

Concentre-se na limpeza de cada setor da boca, da seguinte maneira:

  • • Escove as superfícies voltadas para a bochecha dos dentes superiores e, depois, dos inferiores.
  • • Escove as superfícies internas dos dentes superiores e, depois, dos inferiores.
  • • Em seguida, escove as superfícies de mastigação.
  • • Para ter hálito puro, escove também a língua, local onde muitas bactérias ficam alojadas.

Técnicas corretas de escovação:

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Segure a escova em um ângulo de 45 graus e escove com movimentos que vão da gengiva à ponta dos dentes.
como-escovar2

Com suaves movimentos circulares, escove a face voltada para a bochecha, a face interna dos dentes e a superfície usada para mastigar.

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Com movimentos suaves, escove também a língua para remover bactérias e purificar o hálito.

Que tipo de escova dental devo usar?

A maioria dos dentistas concorda que a escova dental de cerdas macias é a melhor para a remoção da placa bacteriana e dos resíduos de alimentos. As escovas com cabeças menores também são mais adequadas, porque alcançam melhor todas regiões da boca, como, por exemplo, os dentes posteriores, mais difíceis de alcançar. Muitos escolhem a escova elétrica como a melhor alternativa, pois ela limpa com maior facilidade e é particularmente indicada para pessoas que têm dificuldade para higiene bucal ou têm menor destreza manual.

Qual a importância do creme dental na escovação?

É importante que você use o creme dental mais adequado para o seu caso. Atualmente existe uma grande variedade de produtos feitos especialmente para combater cáries, gengivite, tártaro, manchas e sensibilidade. Pergunte ao seu dentista qual o tipo de creme dental mais adequado.

Quando devo trocar minha escova dental?

Troque sua escova de dentes a cada três meses ou quando perceber que ela começa a ficar

desgastada. Além disso, é muito importante trocar de escova depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.

Visite o www.colgate.com.br

Sua fonte de informações na Internet para ter um sorriso atraente e saudável, juntamente com as últimas novidades e indicações sobre higiene bucal



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mastigar e engolir errado podem provocar diversos problemas de saúde

Para discutir o ato de engolir (deglutir) e suas conseqüências, fonoaudiólogos do Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa estiveram reunidos nos dias 12 e 13 de agosto, para discutir os melhores tratamentos disponíveis no mundo. O I Encontro Internacional de Deglutição aconteceu no Cefac, em São Paulo, e apresentou soluções para problemas que parecem impossíveis como falar assobiando, cuspir enquanto fala, falar com dificuldade, babar enquanto dorme ou tomar café sem fazer barulho.

O encontro também tratou de problemas causados por cirurgias de câncer de cabeça e pescoço incluindo a de tireóide e os problemas que a língua pode causar na estética se não ficar na posição correta e como a deglutição afeta a arcada dentária e os conseqüentes problemas ortodônticos. Durante o evento houve o lançamento do livro Tratamento da deglutição - a atuação dos fonoaudiólogos em diferentes países", escrito por 20 profissionais, americanos, sul-americanos e europeus e organizado por Irene Marchesan.

Problemas tratados pelo fonoaudiólogo

A imagem de fonoaudiólogo sempre foi associada a gagueira e troca de fonemas, principalmente do "l" pelo "r" em crianças. Mas não são só as crianças que precisam de tratamento. Neste depoimento há diversos casos de pacientes adultos. Alguns parecem simples, mas se transformam em problemas sérios de convivência e auto-estima quando não resolvidos. "Se um problema está incomodando, é preciso buscar ajuda", explica a Prof. Dra. Irene Marchesan. "Na maioria das vezes, o incômodo é o sinal de que algo não está bem e resolver o problema pode ser mais fácil do que se imagina", garante a profissional, que é Diretora do Cefac e da Ossip Cefaquinho e que coordenou o I Encontro Internacional de Deglutição, que reuniu 12 palestrantes estrangeiros e seis brasileiros para mostrar como alterações no ato de engulir (deglutição) pode alterar, interferir e mudar a vida das pessoas.

Barulho quando engole

Paciente de 43 anos não podia tomar café porque fazia barulho quando engolia e o marido não gostava. Vale lembrar que no ato de deglutir, quando passamos da fase oral para a fase faríngea, temos a ondulação da língua de frente para trás carregando o bolo alimentar para a faringe. Quando esta paciente tomava café quente, o dorso se elevava com maior força e por mais tempo, protegendo a entrada da faringe. Este movimento de elevação acabava produzindo um ruído forte, sendo desagradável para quem está perto. Ensinamos a paciente a diminuir a força do dorso da língua e o ruído desapareceu. A terapia durou apenas dois meses e resolveu o problema.

Não conseguir comer porque engasga

Homem, com 66 anos. Queixa principal: não poder comer mais empadinha. Quando as comia, engasgava muito. A fono ensinou como se dá o ato de engolir mostrando-lhe que muitas mudanças fisiológicas e musculares naturais ocorrem com a idade e, por isso, temos que modificar algumas ações ao deglutir determinados alimentos para evitar o engasgo. No caso da empada, que é um alimento muito seco e farinhento, precisamos de mais saliva para que o bolo alimentar se torne coeso. Com o avanço da idade, temos menor produção de saliva. Além da menor produção de saliva, a coordenação motora fica mais lenta. Comer alimentos muito farinhentos, colocando quantidades maiores na boca, dificultará a preparação de um bolo adequado levando ao engasgo. Como orientação terapêutica, ele passou a quebrar a empada em partes menores e introduzimos pequenas quantidades de líquido durante a mastigação quando necessário, para umedecer melhor o alimento. E o paciente voltou a comer a empada sem se engasgar.

Cuspir enquanto fala

Paciente 54 anos, balconista de uma loja de shopping estava com medo de perder o emprego, pois, quando falava expelia saliva (cuspia), além de apresentar ceceio anterior (projeção de língua entre os dentes anteriores). A partir da ameaça de perder o emprego, ela passou a falar com a boca mais fechada, evitando a saída da língua e da saliva. Esta técnica, empregada intuitivamente por ela, fez com que sua fala ficasse imprecisa e que perdesse a naturalidade nas vendas. Meses antes, procurando melhorar sua estética, a paciente procurou um dentista que colocou um aparelho que, aparentemente, criou um desequilíbrio e permitiu que a língua escapasse e o controle da saliva ficasse mais difícil. Após uma conversa com o dentista houve uma modificação na aparatologia utilizada, o que diminuiu sensivelmente o problema. Conversamos, ainda, com o dono da loja mostrando as vantagens da utilização do aparelho e, como a sua funcionária, ao investir na aparência, estava melhorando o próprio nível da loja. Tudo seria uma questão de tempo. Em seguida, foi trabalhado com a paciente certos posicionamentos da língua a fim de adaptá-la às modificações ortodônticas realizadas. Isto fez com que, a partir da compreensão e conhecimento do processo mecânico da fala, a paciente pudesse ter um melhor controle de sua pronúncia e da saliva.

Roncar e babar

Paciente com 57 anos, divorciado, perto do segundo casamento com uma mulher de 35 anos. Queixa: ronco e baba noturna. Como iria se casar se roncava e babava? Não queria que isto ocorresse na frente da nova esposa. Para ele, isto poderia interferir no seu novo relacionamento. Encaminhado ao médico, diagnosticou-se que ele roncava sem apnéia noturna. Orientamos o paciente para que emagrecesse um pouco, não comesse e nem bebesse em demasia antes de dormir. Também deveria mudar sua posição habitual na cama, que era de barriga para cima e passasse a dormir de lado. Finalmente, fizemos um trabalho de selamento labial e fortalecimento das estruturas posteriores, através de exercícios de tonificação.

Irene Marchesan - A Prof. Dra. Irene Marchesan (irene@cefac.br) é brasileira, fonoaudióloga há 28 anos, única brasileira premiada pela IAOM - International Association of Orofacial Myology (http://www.iaom.com) por sua contribuição nas pesquisas de Miologia Orofacial.

É Especialista, Mestre e Doutora em Motricidade Oral (MO). Autora de diversas publicações na área de MO, destaca o livro "Fonoaudiologia e Ortodontia/ Ortopedia Facial - esclarecendo dúvidas sobre o trabalho conjunto" como uma de suas principais obras. Participa do Conselho Editorial de várias revistas científicas e é a Diretora Científica do Jornal Brasileiro de Fonoaudiologia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Escovação correta pode prevenir doenças cardíacas


Bactérias que causam a inflamação da gengiva entram na corrente sanguínea e podem se alojar nas artérias que irrigam o coração.

Quantas vezes por dia você escova os dentes? O aposentado Carlos da Silva afirma que escova "de manhã ao levantar, após o almoço, uma vez à tarde depois de algum lanche e após o jantar".

"Saúde bucal hoje previne até doenças", diz o vendedor Devison de Souza. Ele tem razão.

Uma pesquisa realizada na Escócia e publicada no Reino Unido numa revista especializada em medicina aponta que a saúde da boca está diretamente relacionada com a saúde geral do paciente. De acordo com o estudo feito com quase 12 mil pessoas, quem não escova os dentes, ou os escova apenas uma vez por dia, tem mais chance de ter problemas cardiovasculares.

O professor do curso de odontologia Eduardo Rollo Duarte explica qual a relação entre a boca e o coração. "Pessoas que não escovam pelo menos duas vezes por dia tem 75% mais chances de terem problemas cardiovasculares. Muito provavelmente porque quem não escova bem ou escova pouco desenvolve gengivite, que é uma inflamação dos tecidos gengivais”, diz.

Segundo os especialistas, as bactérias que causam a inflamação da gengiva entram na corrente sanguínea e podem se alojar nas artérias que irrigam o coração, e seriam responsáveis ainda por contribuir na obstrução da circulação do órgão, o que pode levar a um infarto.

O aposentado Élcio Bonasorte teve gengivite. Depois de fazer o tratamento dentário, ele não só recuperou os dentes, como conseguiu controlar o diabetes, que estava descompensado. "O primeiro pensamento da pessoa tem que ser esse, manter a boca sempre sadia", diz.

Por isso, os especialistas dão dicas de como fazer para fazer a escovação correta dos dentes. "Uma boa escovação começa primeiro com um bom bochecho forte com água, na pia, no banheiro, e a pessoa que vai escovar os dentes tem que estar visualizando os movimentos, de preferência sem muita força, com carinho, de forma circular em volta dos dentes com a ponta da escova, das cerdas próximas à gengiva, sem fazer muita força", diz o dentista.

“As escovas não duram. Eles devem ser trocadas com certa frequência. Toda vez que a escova já estiver com as cerdas já esgarçadas e as pontinhas começam a ficar alteradas, a escovação não fica eficaz, porque a cerda deve ser bem macia para poder limpar os dentes em volta da gengiva”, completa Eduardo.

A escova de dentes deve ser trocada a cada dois ou três meses no máximo. Os dentistas dizem ainda que não é preciso exagerar na quantidade de pasta de dente. Afinal, é a escova que faz o trabalho de limpeza. Você deve colocar a quantidade equivalente a um grão de ervilha.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PESQUISA: 80% DOS IDOSOS ESTÃO SEM DENTES.

Quase 80% dos idosos brasileiros têm menos de 20 dentes

Quase 80% dos idosos brasileiros têm menos de 20 dentes. Os maiores riscos de perda dentária estão no interior do Mato Grosso e regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Perda de dentes

Metade dos brasileiros entre 35 e 45 anos já perdeu ao menos 12 dentes e cerca de 80% dos idosos no país têm menos de 20 dentes.

E aproximadamente 35% dos idosos que precisam de dentadura não têm acesso a ela, segundo a pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo.

O levantamento foi feito em 250 municípios de todos os estados e abrangeu 13.471 adultos entre 35 e 44 anos e 5.349 idosos entre 65 e 74 anos.


Estética e saúde

A pesquisa indicou quais fatores tinham relação com a perda dentária em adultos, com a falta de dentaduras e a presença de menos de 20 dentes na boca (edentulismo funcional) em idosos.

“Quem tem menos de 20 dentes não consegue mastigar ou falar de forma eficiente”, explica o dentista Rafael da Silveira Moreira, autor da pesquisa. “E a estética fica comprometida”.

A pesquisa aponta que a média de perda dentária e edentulismo funcional foram maiores entre os habitantes de cidades pequenas, estados onde são extraídos mais dentes por habitante e regiões com menor número de dentistas por habitante.

Mapa dentário

Com essas informações, Silveira elaborou mapas mostrando as áreas do Brasil em que esses fatores de risco estão mais presentes.

Áreas de risco alto para perda dentária estão presentes principalmente no Mato Groso e Pará, no oeste da região Norte, em todos os estados do Nordeste, exceto Pernambuco e Bahia. Também há áreas menores na divisa entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. As áreas de maior risco para idosos terem menos de 20 dentes estão no Nordeste, Norte, MT e PR.

O risco para edentulismo funcional é mais alto nas regiões Norte e Nordeste inteiras. Há manchas de risco altíssimo em regiões do interior da Bahia, Maranhão, Pará, Amapá e Amazonas. Há somente uma mancha de baixo risco, entre o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo.

Condição social

A pesquisa mostrou que têm maior associação com a perda dentária alguns grupos que procuram mais os serviços odontológicos. Entre eles, mulheres e aqueles que foram ao dentista ao menos uma vez na vida.

Segundo Silveira, isso acontece por que muitas vezes as pessoas procuram serviços de saúde que não conseguem oferecer alternativas à extração – como tratamento de canal.

Quando têm pelo menos um carro, membros desses grupos correm menor risco. “A condição social da pessoa determina se ir ao dentista pode ser uma situação de risco ou proteção para a perda dentária”, diz Silveira.

Também tinham maiores chances de perda dentária pessoas com menos anos de estudo e quem não recebeu informações sobre como prevenir doenças bucais. Outros fatores de risco eram demorar mais de três anos para ir ao dentista ou só ir em situações de emergência.

Falta de dentaduras


O estudo mostrou que há mais idosos precisando de dentadura e sem acesso a ela nas cidades com menos de 100 mil habitantes, microrregiões em que muitas pessoas só vão ao dentista em situação de emergência e nos estados onde os adultos têm menor escolaridade.

Essas áreas de risco estão em todo o Nordeste, no oeste da região Norte e no norte de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Há algumas áreas de risco muito baixo em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Idosos que nunca foram ao dentista têm o dobro de chance de precisar de dentadura e não ter. Também tem mais chance os homens, não-brancos, maiores de 69 anos e que moram em casas com maior número de pessoas por cômodo. Idosos que moram em áreas urbanas tiveram menor risco, mas quando a última consulta odontológica foi realizada no serviço público, o risco foi maior.

Risco de perda dentária

“A pesquisa ajuda a orientar políticas de saúde pública”, explica o professor da FSP Júlio César Pereira, orientador de Silveira. “O prefeito de uma cidade que agrega muitos fatores de risco pode ir a Brasília, mostrar esse mapa e pleitear mais recursos.”

Além disso, os resultados podem servir para mostrar aos dentistas quais pacientes têm maior risco de perda dentária. “Assim, quando entrar um paciente com perfil de risco, ele já sabe como atender”, diz Pereira.

Fonte: Agência USP

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O MAU HÁLITO.

O mau hálito, também chamado de halitose, é um problema que atormenta a humanidade há milênios. Existem relatos de tratamentos para o mau hálito que datam mais de 3000 mil anos. Até na Bíblia, no livro Gênesis, há menção de tratamentos para refrescar o hálito.

O curioso é que muitas pessoas que não tem halitose se preocupam exageradamente com seu hálito, enquanto que boa parte das que tem mau hálito, não suspeita do fato. Até 25% das pessoas que procuram atendimento médico por mau hálito, na verdade não o tem.

Quais são as causas de mau hálito ?

Existes mais 40 causas diferentes para o mau hálito. Vamos focar apenas nas mais comuns.

Mais de 80% dos casos se originam na própria boca. São causados pela ação da flora bacteriana natural da nossa orofaringe sobre os alimentos que ingerimos. Possuímos mais de 600 tipos de bactérias na nossa boca, muitas delas capazes de produzir gases com odor após metabolização de materiais orgânicos, principalmente proteínas.



Dois pontos são críticos. O acúmulo das bactérias entre os dentes e na região posterior da língua, próximo a faringe. O cheiro da halitose provém da produção de gases por essas bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.

Como é previsível, quanto menor a higiene bucal, mais detritos alimentares permanecem na cavidade oral, e mais intenso é o mau hálito. Inflamações como gengivites e periodontites também favorecem a halitose.

A saliva é uma anti-séptico bucal natural. Além de possuir substâncias antibacterianas, ela ajuda no enxágüe da orofaringe, diminuindo os resíduos de bactérias e alimentos. Quanto mais ressecada for a boca, pior é o hálito.

Ainda na boca, outro ponto que pode dar origem ao mau hálito são as amígdalas. Pacientes com amigdalite de repetição costumam apresentam pequenas criptas em suas amígdalas que favorecem a deposição de alimentos e de restos celulares de infecções antigas, formando o cáseo ou caseum. De vez em quando, pequenas "pedrinhas" extremamente mal cheirosas se soltam destas criptas levando o paciente a imaginar que seu hálito é tão ruim quanto este odor. Na verdade, nem sempre o cáseo amigdaliano é causa de mau hálito, e não necessariamente o hálito de quem tem cáseo é tão ruim quanto o cheiro do mesmo.


Um mau hálito que surge subitamente pode ser o primeiro sinal de uma faringite ou amigdalite
em desenvolvimento. Isto é particularmente real nas crianças.

Outro sítio que pode ser a causa da halitose é o nariz, ocorrendo principalmente devido a quadros de sinusite. A existência de gotejamento pós-nasal pode levar ao acúmulo de substâncias mal cheirosas na base da língua.

Um tipo de mau hálito, extremamente comum e normalmente passageiro, é aquele que ocorre ao acordarmos. 2 fatos contribuem para essa halitose:

Muitas pessoas dormem de boca aberta, levando a um ressecamento da boca durante a noite que como já foi explicado anteriormente, leva ao mau hálito.

Porém, o fator mais importante é outro. Durante o sono, chegamos a ficar mais de 10 horas
em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos de jejum há pouca glicose disponível como combustível. O organismo então passa a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva a produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito. Felizmente, este é fácil de resolver. É só comer.

O hálito cetônico do jejum é o mesmo que ocorre nos pacientes com diabetes mal controlados.


Costuma-se supervalorizar o papel do estômago na halitose. Porém, raramente esta é causa de mau hálito. A exceção ocorre naqueles com refluxo gastresofágico. Não se justifica uma investigação com gastroenterologista se um hálito ruim for a única queixa.

Muito raramente um tumor oculto da orofaringe ou laringe pode ser a causa do mau cheiro.

Nossos hábitos diários também influenciam no hálito. O tabagismo, o consumo regular de bebidas alcoólicas e excesso de café são causas de mau hálito. Existe também uma relação ainda pouco entendida entre obesidade e halitose.

Alguns alimentos como alho e cebola são capazes de causar mau hálito por várias horas. No caso do alho, um dos gases produzidos pela sua digestão consegue ser absorvido pela circulação sanguínea e ser eliminado pelos pulmões. Por isso, o hálito ruim pode permanecer mesmo após a escovação dos dentes.

Tratamento do mau hálito?

Como a grande maioria dos casos tem origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista. Porém, o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de halitose pelas amígdalas, faringe ou nariz.

Algumas dicas podem resolver, ou pelo menos aliviar o problema:

· Adequada higiene oral e uso de fio dental

· Check-up dental regular

· Gargarejos com anti-sépticos orais, principalmente à noite

· Escovação da língua. Molhe sua escova com anti-sépticos orais em vez de pasta de dente (dentifrício) para limpar a língua.

· Ingestão de líquidos para evitar desidratação e ressecamento da boca

· Chicletes (pastilhas elásticas) sem açúcar aumentam a salivação e ajudam a "lavar" a boca. 5 minutos de mastigação são suficientes.

· Evitar álcool, café e cigarro

· Evitar longos períodos de jejum

· Alimentar-se bem no café da manhã (pequeno almoço)